A Reserva Biológica de Poço D’anta trata-se de uma área de aproximadamente 277 ha, encravada em ambiente urbano. Localiza-se na zona leste da cidade de Juiz de Fora/MG, e é circundada pelos bairros Linhares, São Benedito, Bosque dos Pinheiros, Jardim da Lua, Parque Serra Verde e Santo Antônio e também faz limite com a área rural do município.
Em relação à caracterização da Mata, a Reserva do Poço D’anta corresponde, dentro da escala gerérica de classificação, a um fragmento de Mata Atlântica, sendo classificada dentro das fisionomias vegetais da Floresta Subcaducifólia ou Mata Estacional Semidecidual. Esta classificação está condicionada a uma dupla estacionalidade climática, uma tropical, com época de intensas chuvas de verão e temperatura elevada seguida por estiagens acentuadas e uma queda na temperatura (que é o caso da área de estudo deste trabalho), e outra subtropical, não havendo período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio de inverno, com temperaturas médias inferiores a 15ºC. Neste tipo de vegetação, o percentual de árvores caducifólias ou decíduas (que perdem suas folhas) no conjunto florestal é de 20 a 50%, por este motivo é chamada de semidecidual (Radambrasil, 1983 & Ambiente Brasil, 2004).
Originalmente, a área que hoje é da Reserva Biológica Municipal do Poço D’anta, teve cobertura vegetal nativa, até o momento em que a principal atividade econômica de Juiz de Fora passou a ser a cafeicultura, momento esse que se deu a partir da segunda metade do século XIX até meados do século XX. Com a atividade cafeeira, grande parte da mata original da área em questão foi devastada para o plantio, já que ela pertencia a uma fazenda produtora de café, da qual a reserva herdou o nome. Com o declínio da atividade cafeeira, a área que hoje corresponde à reserva foi abandonada, abrindo espaço para o processo regeneração natural da mata (processo de reestabelecimento da vegetação natural a partir de uma sucessão secundária propiciada por condições particulares locais e sem a interferência humana), favorecida devido a existência de um manancial. Como este manancial era destinado ao abastecimento da cidade, a mata que o circundava foi preservada. A Mata do Poço D’anta tornou-se a Reserva Biológica Municipal de Poço D’anta pelo decreto nº 2794 de 1982, na gestão do prefeito Francisco Antônio de Mello Reis.
Atualmente na reserva só existem sedes de órgãos municipais, como a EMPAV (responsável pelo Horto Florestal, existente na parte mais limítrofe da reserva com a área urbana e também da fábrica de manilhas da Prefeitura de Juiz de Fora, situada ao lado do Horto)
Assim, não existem quaisquer estrtuturas para camping e similares.